Parque das Ruínas, Santa Teresa

Desenho em nanquim e aquarela

Posted by Bia Watanabe | 30 de junho de 2016 | Aquarela, Criando!, Diário Gráfico
Desenho em nanquim e aquarela da vista do Parque das Ruínas

Essa é a história desse desenho que comecei a fazer um dia pelo bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Bom, tudo começou ao olhar a paisagem lá do Parque das Ruínas algumas vezes e, sempre, a mesma casa me chamar a atenção. Na verdade, o mesmo telhado com suas portas, janelas e pequenos detalhes que me faziam imaginar muitas historinhas. Pensei algumas vezes que na próxima oportunidade eu poderia ir lá fazer meu desenho. Aqui embaixo tem a foto da paisagem lá de cima de Santa:

Telhados e casas, Pão-de-Açúcar na vista do parque das Ruínas.

Até que no dia que ganhei um papel Torchon do Gustavo (que tem me dado aulas e exercícios para me tirar da minha zona de conforto na aquarela) resolvi fazer o tal desenho.

Nessa próxima foto, dá para ver que comecei apenas com linhas à lápis e depois passei a caneta nanquim. Comecei dando um destaque para a casa com o telhado que gosto de olhar e segui com o desenho. Aos poucos eu tinha a paisagem esboçada!

Tentei colocar umas sombras azuis nas árvores com meu pincel com reservatório para aquarela, mas aí aconteceu um probleminha… Apesar da tinta no reservatório ser azul, havia um resquício de amarelo ocre na parte mais próxima das cerdas (antes era essa a cor que estava ali no pincel). Esse resquício não sai dali por nada! Aff… E deixa meu azul um verde. Mas, enfim, resolvi passar o verde assim mesmo só para algumas marcações.

 

Esboço feito a lápis da paisagem do parque das ruínas em santa teresa

O detalhe de se desenhar na rua assim é que você fica sujeito a muitas coisas, entre elas, a mudança do tempo! Nesse dia, após cerca de uns 40 minutos – 1 hora desenhando, veio um vento forte e frio que trouxe nuvens e muita poeira… Até acrescentei as nuvens avançando em cima do Pão-de-Açúcar! Então, foi hora de sair do lugar, tomar um açaí e terminar o desenho em casa. 🙂

Aos poucos, passei todas as linhas em nanquim. Achei que fosse achar um pouco entediante, mas não! Foi bem legal ver as formas surgindo, mesmo tendo que fazer cada telha de cada telhadinho. Depois de um tempo a mão já fica mais automatizada.

Desenho em nanquim da vista do Parque das Ruínas

Depois comecei a pintar todos os detalhes da imagem com uma paleta de cores bastante reduzida. Nessa foto abaixo dá para ver o começo desse processo e as árvores já escurecidas.

Paisagem de Santa Teresa pintada em aquarela e linhas de nanquim.

O resultado final é o que aparece na primeira foto do post, já com janelinhas e portinhas pintadas. Acho que foi um aprendizado bacana que começou com uns biscoitos de polvilho, papel, lápis e uma paisagem muito bonita.

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